quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Trecho do Discurso de Evo Morales no Foro de São Paulo.



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Um comentário:

  1. O discurso de Evo Morales parece um discurso moderado e pacífico que pretende simplesmente salvaguardar o seu país de interesses estrangeiros. Sem querer julgar a sua boa intenção, parece-me basear-se em pontos ou axiomas perigosos...

    1) Evo diz que o socialismo se tem de conquistar com votos e não com balas, mas logo a seguir, com toda a naturalidade, dá cobertura ao governo de Fidel Castro e das FARC. É como se houvesse mudança de tática mas não de valores categóricos.

    2) Para ele existe uma necessidade de mudar a constituição de todos os países, como que se o ideal fosse deixar de haver disputas de ideologias, estratégias e planos fundamentais; mas simplesmente de cargos e competências. É como se todo o país passasse a ser um partido e os partidos as diversas facções.

    3) Todo o discurso está imbuído de irreversibilidade, não encaram com naturalidade a alternância democrática entre os governos mais liberais e mais socialistas. Isso é patente e claro. Isso se conseguiria pela manipulação da educação, das massas sociais e da constituição.

    4) Finalmente e, na minha opinião, o pior de tudo; existe, no seu discurso, uma visão globalista baseada no princípio da contiguidade geográfica, de arrepiar. Pretender estabelecer uma futura unidade nacional baseada numa ideologia é uma dupla instrumentalização. Para quem é mais sensível ao socialismo, é aproveitar para impingir a unidade latino-americana. Para quem é mais sensível à unidade latino-americana é tentar aproveitar e impingir o socialismo.

    5) Para além disso qualquer unidade ou integração nacional que não resista, naturalmente e sem cogitação, à mudança de regimes e ideologias, está pronta à guerra interna ou a se deixar tomar facilmente por uma força externa de uma globalidade mais forte, que é o que me parece que é a intenção última instigada por uns poucos infiltrados...

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